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Greenwashing e adulteração de alimentos: Você pode estar sendo enganado!

2 Comentários

Hoje em dia, a consciência ecológica da população aumentou muito! Porém, quem realmente se preocupa com o meio ambiente e quer fazer a sua parte, sabe o quanto é difícil se encaixar nos padrões corretos..
Isso porque somos envoltos por uma onda de consumismo exacerbado em que tudo gira entorno do capital..inclusive e principalmente: as propagandas.

Com essa “moda ecológica” muitas empresas fazem uso dos selos verdes para incrementar sua propaganda e dar mais credibilidade ao seu produto, porém, infelizmente a maioria não passa de propagandas falsas, o chamado Greenwashing ou Lavagem Verde.

Você já reparou na quantidade de produtos ditos bons para o meio ambiente, degradáveis, sem esta ou aquela substância tóxica, orgânicos…repare..! Somos bombardeados por todas elas..Mas como saberemos em quais podemos confiar? Como poderemos fazer a nossa parte, realmente fazendo a nossa parte?

Para começar sem fazer confusão, você sabe realmente o que significa um produto ser ecológico?

Gostei bastante desse conceito e sugiro que leiam o texto de onde tirei pois tem muitas informações interessantes:

“Produto ecológico é todo artigo que, artesanal, manufaturado ou industrializado, de uso pessoal, alimentar, residencial, comercial, agrícola e industrial, seja não-poluente, não-tóxico, notadamente benéfico ao meio ambiente e à saúde, contribuindo para o desenvolvimento de um modelo econômico e social sustentável.
O uso de matérias-primas naturais renováveis, obtidas de maneira sustentável ou por biotecnologia não-transgênica, bem como o reaproveitamento e a reciclagem de matérias-primas sintéticas por processos tecnológicos limpos são os primeiros itens de classificação de um produto ecologicamente correto. Apenas para exemplificar, alimentos orgânicos são produtos ecológicos, como também o são roupas de algodão orgânico, de juta, de couro vegetal, cosméticos não-testados em animais e isentos de ingredientes agressivos à saúde humana e ao meio ambiente, produtos de limpeza biológicos, inseticidas biológicos, calças e camisas de PET reciclado, adesivos à base de óleos vegetais, tintas à base de silicatos de potássio, plásticos biodegradáveis, placas de plástico reciclado, combustível vegetal (biodiesel), biogás, tijolos de solo-cimento e muito outros, que podem ser incorporados ao cotidiano de qualquer cidadão.
Equipamentos energeticamente eficientes, não-poluentes, que utilizem tecnologias limpas ou renováveis (como sistemas de energia eólica, solar, para conversão de biomassa em energia e microusinas) também são ecológicos, uma vez que são capazes de atender a demanda por energia, sem esgotar os recursos naturais ou alterar drasticamente a geografia dos ecossistemas. Um coletor solar, um sistema de captação e aproveitamento de água da chuva, sanitários sustentáveis, um brinquedo solar ou um telefone celular solar -já vendido em larga escala nos EUA- são exemplos de produtos ecológicos ou de baixo impacto ambiental.”

Fonte: http://www.econegocios.com.br/admin/artigos/Produtos%20Ecol%C3%B3gicos%20para%20uma%20sociedade%20sustent%C3%A1vel.pdf

E agora, como reconhecer um selo verde de verdade? Já escrevi em um dos primeiros posts deste blog sobre os selos verdes, leia o post e veja alguns selos : Consumo responsável.

Outros selos confiáveis são:

certificados

Mais selos verdes.

Porém não podemos esquecer que para um produto ser 100% ecológico ele deve não apenas possuir uma matéria-prima natural ou baixo impacto ambiental, é necessário que toda a sua trajetória de produção (matéria-prima, manejo, mão de obra regular, substâncias para a produção, destinação dos resíduos na produção e no pós-consumo), aí sim podemos nos certificar que nem o meio ambiente nem nossa saúde serão prejudicados.

Os “7 pecados do Greenwashing” utilizados pelas empresas são:

– Custo ambiental camuflado: se refere aos rótulos que destacam uma qualidade ambiental do produto para camuflar outras características insustentáveis que, juntas, têm um custo ambiental muito maior;
– Falta de prova: analisa as declarações vagas nas embalagens dos produtos, como “ambientalmente correto”, que não especificam os fatos em que são baseadas;
– Incerteza: se refere a expressões que provocam dúvida no consumidor, como o termo “material reciclado”, que não indica, exatamente, a porcentagem do produto que foi feita do reaproveitamento de materiais;
– Culto a falsos rótulos: condena as embalagens que, a partir de palavras ou imagens, querem passar a falsa ideia de endosso de entidades de renome, como a FSC;
– Irrelevância: se refere aos rótulos de produtos que indicam uma qualidade que, na verdade, possui benefício ambiental quase nulo;
– Mentira: indica embalagens que contém declarações totalmente falsas e
– Menos pior: se refere a produtos que, por mais que tenham qualidades ambientais, só trazem malefícios para o consumidor e para o meio ambiente, como o cigarro orgânico.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/greenwashing-brasil-marketing-propaganda-verde-produtos-570487.shtml

Também é interessante ler o relatório sobre o Greenwashing no Brasil realizado pela Market Analysis:

GREENWASHING NO BRASIL: um estudo sobre os  apelos ambientais nos rótulos dos produtos

Outra armadilha que podemos cair é na adulteração dos alimentos, em que produtos alimentícios são ditos compostos por um determinado alimento quando na verdade não o são, ou em parte não o são.
Acadêmicos da Universidade Federal de Minas Gerais estão realizando estudos sobre a adulteração de alimentos nos supermercados e em restaurantes e em outros estabelecimentos de Minas.
Em 259 amostras de pescados analisadas, 21% não são o que o comerciante ou os rótulos dizem. Em 124 amostras de lácteos rotulados como de origem bubalina, 7% continham leite de vaca e, em alguns casos, com presença de até 100%. E mais: das 147 amostras de fitoterápicos analisados, 70% não eram da espécie declarada. Isto pode ocorrer pela não classificação correta das espécies vegetais usadas nos fitoterápicos.
O problema é que além da espécie poder não possuir o princípio ativo desejado, pode conter ainda outras substâncias alérgenas e provocar reações adversas.

Porém, nos EUA já é utilizada uma técnica de avaliação de pescados para possibilitar reconhecer a espécie. É a Técnica de DNA Barcode, ou seja, como se fosse um código de barras molecular para as espécies. Na Europa, após o escândalo da carne de cavalo, a comunidade se interessa para que este método também de torne obrigatório. No Brasil, infelizmente, esta técnica se resume aos trabalhos científicos. (Vide noticia: Saudáveis, só no rótulo)

Outro site interessante e que deve ser acessado com frequência é o da Associação de defesa e direitos do consumidor – PROTESTE, que contém sempre informações importantes para o consumidor.

Portanto,  procurem informações sobre os produtos e os selos encontrados nas embalagens. Marcas de alimentos mais conhecidas e restaurantes podem também indicar sobre o alimento. Alguns já possuem selo de rastreamento, em que você entra no site e digita o código e pode rastrear a origem do produto!
Fiquem de olho nos produtos, ok?!!

greenwashing

2 pensamentos em “Greenwashing e adulteração de alimentos: Você pode estar sendo enganado!

  1. Este post será como óculos que passarei a usar daqui pra frente. Parabéns pelo trabalho, é de grande valia para a sociedade.

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