Dia Mundial da Alimentação – Dia Mundial do Desperdício

Estou escrevendo este post em homenagem ao Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro, mas faço não só no intuito de festejar uma das coisas que mais gosto de fazer, comer, mas também para alertar sobre o desperdício deste bem tão precioso.

O relatório da FAO publicado recentemente mostra que um terço de todos os alimentos do mundo são desperdiçados anualmente, o que equivale a 1,3 bilhões de toneladas por ano,  juntamente, claro, com toda a água, energia e produtos químicos utilizados no processo, o que não é pouco, todos sabemos.

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Quase 30% de todas as terras cultivadas e uma quantidade de água equivalente à vazão anual do rio Volga na Rússia são utilizados em vão!!!!!!!!!!!

E mais, a quantidade de CO2 emitida pela decomposição dos alimentos desperdiçados, é a terceira maior do mundo, o que equivale a 3,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono lançados por ano na atmosfera…Você têm noção do tamanho disso??
Quando resolvi escrever este post eu estava me atentando mais à dicas para evitar o desperdício, o que obviamente, farei neste post, mas ao me deparar com esses números, vi a realidade do planeta e a situação de calamidade em que este se encontra…

Nós não nos atentamos pra isso porque não sentimos na pele o que é isso..Temos comida à vontade na nossa geladeira e armários, lembramos de comer mais ou menos a cada três horas, para mantermos uma dieta saudável, ficamos algumas horas sem comer e já bate aquele desconforto, vamos logo atrás de comida…mas…e quem não tem essa opção?
E quem não tem nem água para tomar todo dia? E quem sente FOME E SEDE CONSTANTEMENTE??? Sendo que nosso planeta produz SIM a quantidade necessária de alimentos para TODOS!!!! Olhem o problema gravíssimo de desperdício e má distribuição!!!
E não estou dizendo para nos sentirmos culpados de termos comida à vontade não…trabalhamos pra isso, conquistamos isso, mas com certeza, não damos o devido VALOR ao que temos na mesa todo dia..

Mais um dado numérico, é que este alimento desperdiçado anualmente custa 750 bilhões de dólares..Como algo que custa tanto no bolso de todos pode ser negligenciado?
Está na hora de acordarmos e começarmos a mudar nossas atitudes…pq o nosso maior erro é acharmos que as pequenas atitudes que temos todos s dias não têm relação com todo o planeta..tem sim, e está na hora de pensarmos mais antes de simplesmente agir.

De acordo com o  caderno temático “A nutrição e o consumo consciente” do Instituto Akatu (2003), aproximadamente 64% do que se planta no Brasil é perdido ao longo da cadeia produtiva:

  • 20% na colheita;
  • 8% no transporte e armazenamento;
  • 15% na indústria de processamento;
  • 1% no varejo;
  • 20% no processamento culinário e hábitos alimentares.

E isso porque este relatório é de 10 anos atrás, imagina como não está agora..

Um vídeo que tem rolado na internet e que eu achei fantástico é sobre uma campanha para conscientização do desperdício de alimentos no Brasil feito pela empresa Ecobenefícios , eu tiro o chapéu, é muito bacana.

Este vídeo mostra bem como fazemos as coisas sem prestar atenção. A partir do momento que alguma coisa muda e nos afeta, como o tamanho e formato do prato, nós passamos a prestar atenção, se não, continuamos nessa inércia..agindo como robôs..
No final do vídeo mostra o site que contém muitas informações importante, em parceria com o Instituto Akatu, que divulga o consumo consciente.

Eu já escrevi posts sobre o dia mundial da alimentação, , sobre consumo responsável, e sobre a reutilização de restos de alimentos com receitas e tudo mais, que são bem interessantes, mas adicionarei aqui mais algumas dicas que podemos fazer.

Se cada um fizer a sua parte, conseguiremos sim mudanças no planeta.

No site do Instituto Akatu, segue abaixo algumas dicas sobre os alimentos:

1. Faça a Tradicional listinha de compras
Assim você tem uma maior noção do que irá comprar e do quanto irá consumir. Planejando o cardápio da semana, você evita o desperdício dos alimentos, pois tudo o que você comprar será utilizado!

2. Não escolha alimentos apenas pela aparência
Prefira legumes com um pouco de terra: duram mais. E devem ser lavados só na hora de comer.

3. Mesa farta mas consciente
Compre apenas a quantidade de alimentos e bebidas que você estima que realmente será consumida, assim evita o desperdício. Prefira produtos cultivados na sua região, reduzindo assim o custo de transporte e o desperdício.

4. Varie o cardápio e ajude a reduzir a emissão do gás carbônico
Varie bastante seu cardápio diário de frutas, verduras e legumes. Além de ser mais saudável, segundo o Relatório Estado do Mundo 2011, cria mercados e, portanto, incentiva uma produção mais diversificada na agricultura, o que gera mais renda para o homem do campo, melhora a qualidade do solo e reduz as emissões de gás carbônico.

Aqui vão mais algumas dicas para aproveitar os restos de alimentos!

Folhas de cenoura: “Elas são ricas em vitamina A, importante para a saúde dos olhos, pele, cabelos e para o crescimento”, afirma a nutricionista Bruna di Chiara Passos. Portanto, não devem ir para o lixo. Depois de bem lavadas, podem ser usadas para fazer bolinhos ou até mesmo para substituir o uso da salsinha, já que as duas são extremamente parecidas em aspecto e sabor.

Casca de abacaxi: Possui mais vitamina C do que a polpa da fruta, o que aumenta as defesas do organismo, auxiliando na prevenção e no combate de infecções como a gripe. Além disso, contém proteína, lipídeos, fibras, cálcio, potássio e ferro. “Cascas de abacaxi e goiaba viram sucos, que podem ainda ser os itens líquidos de receitas de bolos”, ensina Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP/ USP).

Casca do maracujá: É rica em niacina, que desempenha importante papel no metabolismo energético celular, além de remover substâncias químicas tóxicas do organismo; e em cálcio e fósforo, que auxiliam a construir, proteger e recuperar ossos, músculo e sangue. Além disso, é fonte de vitamina C, ferro e fibras. “Com a casca do maracujá e também com a de tangerina é possível fazer doce em compota ou geleia”, ensina Célia Cohen, nutricionista e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP).

Casca de batata: quem adora batata frita deve saber que sua casca frita é igualmente deliciosa, e até mais crocante! Ou então, ela pode ser cozida e aproveitada no preparo de omeletes. Além de saborosa, a casca de batata possui alta concentração de propriedades antioxidantes, que ajudam a retardar o envelhecimento do organismo. E não é só a casca de batata: “As cascas de mandioquinha, nabo, cenoura ou beterraba também são muito nutritivas e podem ser assadas ou fritas”, ensina a nutricionista Bruna di Chiara Passos.

Folha de beterraba: “A beterraba é um alimento rico em vitaminas e minerais, e seu talo possui flavonoides, antioxidantes que auxiliam na prevenção do envelhecimento das células”, explica Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP/ USP). Além disso, a beterraba pode ter todas as suas partes aproveitadas. Suas folhas podem ser utilizadas para fazer charutos recheados, seu talo pode ser usado em risotos e saladas, e até a água de seu cozimento pode ser aproveitada no preparo de gelatinas vermelhas.

Casca de laranja: ao se comprar uma laranja, dificilmente alguém vai pensar em aproveitar a casca. Mas a verdade é que ela não deve ser jogada fora, pois possui mais nutrientes do que sua polpa. A casca da laranja é rica em vitamina C, que ajuda aumentar a imunidade e prevenir infecções, em fitonutrientes e flavonoides, que auxiliam na digestão e aliviam problemas gastrointestinais, como acidez e azia. As opções para se aproveitá-la são várias: “A casca da laranja pode ser caramelizada, para ser servida com café, ou utilizada em compotas, ou ainda utilizada em massas de biscoitos para dar mais sabor”, sugere a nutricionista Bruna di Chiara Passos.

Talo de couve-flor: “Talos e folhas podem ser mais nutritivos do que a parte nobre do vegetal, como é o caso das folhas verdes da couve-flor, que contêm mais ferro”, explica Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP/ USP). Além disso, o talo da couve-flor é uma ótima fonte de vitaminas C e A e de fósforo e cálcio. Com ele, é possível fazer bolinhos salgados e sopas. Sua folha também pode ser aproveitada: refogada, fica muito saborosa em recheios de esfihas e panquecas.

Casca de mamão: uma importante fonte de betacaroteno e ajuda na digestão. Também possui proteína, fibras, potássio, fósforo e vitamina A e C. E pode ser utilizada de diversas formas: pura ou em bolos, sucos, ensopados e até incrementando vitaminas. A semente do mamão também pode ser utilizada em saladas, e favorece o funcionamento do intestino.

Casca da abobrinha: é rica em fibras, que auxiliam no bom funcionamento do intestino e também ajudam a controlar os níveis de açúcar e gordura no sangue, ajudando a prevenir diabetes e doenças cardiovasculares. “Pode ser picada e utilizada em conjunto com a ricota em quiches ou misturada a outros ingredientes em recheio de tortas”, sugere Célia Cohen, nutricionista e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP).

Casca de melão: tem quase seis vezes mais cálcio e fósforo do que a polpa da fruta. Ela também possui alta taxa de potássio, mineral importante para o bom funcionamento de todas as células, tecidos e órgãos do corpo humano, sendo também fundamental para a função cardíaca, podendo até mesmo reduzir a pressão arterial. Depois de cozida, pode ser utilizada em farofas e saladas, ou então para se fazer geleia, suco e até cocada.

Talo do agrião: contém a maior parte dos nutrientes do vegetal. “O talo do agrião é rico em vitamina C, importante para aumentar a imunidade do organismo e, portanto, prevenir infecções”, afirma nutricionista Bruna di Chiara Passos. Além disso, também é fonte de ferro, cálcio, vitamina A, B1 e B2. Uma boa dica é refogá-lo com tempero e ovos batidos e servir como refogado

Semente de abóbora: pode ser um aperitivo gostoso e saudável. Basta que seja tostada e levemente salgada. Ou então, pode ser tostada, triturada e virar uma farofa nutritiva que pode ser misturada na massa de bolos e tortas. “A semente de abóbora é rica em fibras, além de possuir fósforo, que ajuda na retenção do cálcio nos ossos e dentes, e magnésio, que possui ação anti-inflamatória”, explica Júlio Sérgio Marchini, professor de Nutrologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP/ USP).

Casca de banana: além de ser rica em fibras e em vitamina A, C e do complexo B, tem mil e uma utilidades. “Pode ser utilizada na confecção de bolo e bolinhos, por exemplo”, diz Célia Cohen, nutricionista e pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP). Também pode ser acrescentada em farofas ou mesmo ser parte dos ingredientes de um brigadeiro bem brasileiro.

Talo da salsinha: contém vitamina C, cálcio, fósforo, ferro e potássio. E também é muito saboroso, podendo ser utilizado como tempero. “Além da salsinha, talos e folhas de vegetais como couve, espinafre e brócolis são nutritivos e podem ser usados em farofas”, aponta Rosane Pilot Pessa Ribeiro, professora do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto.

Casca do chuchu: pode ser áspera e fibrosa, mas também é aproveitável. A dica é moê-la no liquidificador e utilizá-la em sopas ou então cozida com o feijão. Ela é rica em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino e no controle dos níveis de açúcar e gordura no sangue.

(Fonte: http://economia.uol.com.br/agronegocio/noticias/redacao/2013/09/11/desperdicio-de-alimentos-causa-prejuizos-anuais-de-us-750-bilhoes.htm#fotoNav=6)

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